Maria Ivone Vairinho e Poetas Amigos

Setembro 29 2010

Águas que passais cantantes

Por esse regato de memórias

Que guarda nossas estórias

E segredos inocentes,

Onde o rouxinol cantava

Connosco, ao desafio

E a cotovia escutava

Escondida no caminho

Quando vinhas ter comigo

P’ra espreitarmos um ninho,

Escondido entre o silvado

Que crescia emaranhado

Ao longo duma parede

Como o da poupa arrogante,

Com um cheiro nauseante

Feito de terra e excrementos

Que eu teimava em roubar

Mas tinha que o por de lado

Por não conseguir aguentar

O seu perfume afamado.

 

SÃO TOMÉ

publicado por appoetas às 18:58
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Setembro 29 2010

 

Alimento da alma,

Chama ardente

Que aquece o coração,

Voz trovejante da razão,

Asa branca da fraternidade

Abraçando a humanidade.

Entre os povos,

O elo mais forte de ligação

E dá voz ao nosso fado.

Raio de luz na escuridão,

Guia no caminho das Estrelas,

Alazão a cavalgar no vento,

Luz do Sol,

No prenúncio de mau tempo.

Encanta as noites de luar,

Veste-se no alecrim dos montes,

Escuta os segredos do mar,

Faz cantar a água das fontes.

Floresce os campos verdejantes,

Deixa os rios murmurantes

No peito dos amantes jaz.

Poesia; clarim dos Anjos,

… Clamando por Amor e Paz.

… Linimento para a tristeza.

… Quem te inventou?

… Quem te criou?

Foi Deus com toda a certeza!

 

São Tomé

publicado por appoetas às 18:56
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Setembro 29 2010

Subi à morada dos Ventos

Por entre montanhas e desfiladeiros

Seguindo a rota dos montes altaneiros

Á procura de resquícios doutros tempos.

Meus olhos deambularam pelo horizonte

Sobre a linha indefinida de cada monte

E dessas alturas senti-me a flutuar

Como nuvem leve e contemplativa

Que vê o mundo como um astro a girar

Silencioso, exuberante e calmo,

Com a pujança da natureza soberana,

Numa verdadeira exaltação à vida,

Sem vandalismos ou incoerência humana.

 

 

São Tomé

publicado por appoetas às 18:54
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Setembro 29 2010

Nascemos para ser livres,

Errantes,

Pelos caminhos da vida,

Só que andamos à partida

Presos em gaiolas urbanas,

Feitas de inúteis penas,

Que somente nos cobrem

De dor e desolação.

Como podemos então

Cantar à Vida e ao Amor?

Se não sentirmos o Sol,

Se não tocarmos o Vento,

Se não olharmos as Estrelas.

Abre logo essas gaiolas,

Sacode bem as tuas asas

E levanta um livre voo…

Mesmo que seja arriscado,

Mas voa sem medo

Em voo rasante ou elevado,

Voa para qualquer lado,

Tenta alcançar o infinito,

Solta o teu abafado grito,

Olha o mundo bem do alto

E vê o que jamais viste:

Os campos verde, floridos,

Os rios, o mar e as montanhas,

Deixa que o vento leve

Para longe as tuas penas,

Respira o ar puro de verdade

E verás que vale a pena…

Viver essa liberdade.

 

São Tomé

publicado por appoetas às 18:53
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Setembro 29 2010

Sentir o espírito livre

É seguir o voo da águia

Ou da gaivota

Sem se importar com a rota.

É não estar presa

A qualquer preconceito.

Respeitar todas as crenças

E religiões

E não professar nenhuma delas.

É ter o seu próprio

Código de conduta

Sem chocar com o dos outros.

É entender os ciclos naturais

Da vida.

Escutar a voz do silêncio,

Gritar ao vento que passa,

Subir ao alto das montanhas

E olhar o mundo a seus pés.

É ser como um pássaro agreste

À conquista das alturas

E desprender-se

Das futilidades terrestres,

Sem penas, nem amarguras.

 

São Tomé

publicado por appoetas às 18:51
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Setembro 29 2010

Por ti,

Derrubei as altas muralhas do meu orgulho,

Para poderes atravessar livremente o meu caminho.

Para ti,

Abri as portas do meu coração

E ofereci-te a taça com o néctar do meu amor.

Mas tu,

Qual Cavaleiro Andante,

Não te detiveste nem só um pouquinho,

Talvez com medo de adormeceres no meu regaço

Ou te perderes nos labirintos do meu carinho.

 

São Tomé

publicado por appoetas às 18:49
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Setembro 29 2010

Ninguém pode calar a voz do poeta

 

 

 

Escrevo para roubar a solidão...

Ao tempo vazio...

Para povoar de sonho,

O meu pensamento,

Mas tudo, à minha volta rodopia,

E tenta roubar a beleza ao sonho.

Não consigo escrever,

A canção da paz...

Que fervilha dentro de mim.

Essa voz é silenciada,

Por montanhas de erosão,

Que me quer calar a inspiração

Sinto abafada no meu peito,

A voz da razão...

As palavras de amor e fraternidade,

Esbarram com um mundo egoísta.

Vejo a terra regada, com sangue inocente

O homem passa pela dor, indiferente,

Destrói o que de bom existe,

E o mundo está mais triste.

Assassina os raios de sol,

Abre fendas na terra,

Ao continuar com a guerra

O poeta, a sonhar...a sonhar...

Com um mundo melhor,

Faz apelos ao amor!

O sonho não se prende,

Ninguém pode calar a voz do poeta,

Não há prisão para o pensamento.

Enquanto um pássaro voar,

Uma criança sorrir,

Um raio de sol brilhar,

A terra girar,

A poesia há - de existir,

Ninguém a fará calar!

 

 

14 de Março de 2005

Albina Dias

publicado por appoetas às 18:16

Setembro 29 2010

Olá amigos especiais

é para vós esta ...

 

BALADA DE OUTONO
Assinala precisamente a entrada do romântico Outono no hemisfério Norte.
Convido-os a ouvirem e verem  este tema em jeito de BALADA DE OUTONO,
em POEMA DA SEMANA ou aqui neste link:

 

http://www.euclidescavaco.com/Recitas/Balada_de_Outono/index.htm   

 

Desejos duma iluminada Quinta Feira
Euclides Cavaco
cavaco@sympatico.ca

 

Aceite o meu convite e venha tomar comigo um cálice de poesia.
Entre por aqui na minha sala de visitas e saborei da que mais gostar...
www.ecosdapoesia.com

 

 

publicado por appoetas às 18:13

Setembro 29 2010

 

Abre as janelas de ti

deixa que o sol te possua

olha p’ra fora... sorri...

sonha acordada e flutua

no mar azul dos desejos

 

Cede o teu corpo ao prazer

antes que o tempo o desgaste!

Não jogues para perder

o jogo que preparaste

na cama dos teus anseios

 

A noite é chuva de estrelas

lua promessa adiada

o dia luzes de velas

a te manter acordada

em nostalgia constante

 

Abate a cerca de vozes

que te mantém prisioneira

e não permite que gozes

a vida à tua maneira

despida de inibições

 

Anda saltar a fogueira

anda mas não abuses!

Faz assentar a poeira

que o dia é palco de luzes

e noite chuva de estrelas

 

A vida é arte de amar

poema, verso e canção!

Tristeza é fogo a queimar

sabor de lima ou limão

em lingua seca de amor

 

Solta teus medos e anda

dançar a dança do fogo!

Renega tabus e manda

mudar as regras do jogo

e apostar na alegria

 

Vem! Anda! Vamos sair!

Vamos tu e eu gritar

p’ra que o mundo possa ouvir

no eco que há de soar

nosso grito... liberdade!

 

Abgalvão (in alma vadia)

publicado por palavrasaladas às 14:06

Setembro 27 2010


 

Eu sou cada mulher que vai morrendo

Com um filho adormecido nas entranhas,

Cada gesto do grito em que me acendo

Ensanguentando os cumes das montanhas.


Por cada uma delas me apedrejam,

Por cada uma delas ressuscito,

Por cada uma exijo que me vejam

E reafirmo aquilo em que acredito


Eu sou cada mulher e ela também!

Sou filha, companheira, amante e mãe

De cada pulsação desse teu peito!


Sou quem te complementa e ultrapassa,

Animal feito dessa mesma massa

De que tu, afinal, também és feito!

 

 

Maria João Brito de Sousa

 

 

*No original, "I`m every woman"

publicado por Maria João Brito de Sousa às 17:29

Este blogue está aberto aos co-autores e Poetas Amigos de Maria Ivone Vairinho
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